RC 18/2025: sua instituição está preparada para comprovar a qualidade dos dados?
A nova exigência regulatória não termina na criação de uma política. É preciso estruturar processos, tecnologia e evidências capazes de demonstrar, continuamente, a qualidade das informações prestadas ao Banco Central.
A RC 18 mudou o nível de exigência sobre os dados regulatórios
A Resolução Conjunta nº 18/2025 estabelece requisitos para a política de qualidade das informações prestadas ou disponibilizadas ao Banco Central. Na prática, isso significa governança, validação, rastreabilidade, monitoramento e evidências.
Governar
Responsabilidades e controles claramente definidos.
Validar
Testes, verificações e reconciliações antes do envio.
Rastrear
Capacidade de acompanhar a origem e o tratamento das informações.
Monitorar
Acompanhamento contínuo da qualidade e identificação de inconsistências.
Evidenciar
Registros e trilhas que permitam comprovar os controles realizados.
Qualidade de dados agora precisa estar sustentada por governança
Governança e responsabilidade
Papéis definidos, responsabilidades claras e envolvimento da alta administração.
Dados e tecnologia
Arquitetura, infraestrutura e ferramentas adequadas para gestão e qualidade das informações.
Controles e evidências
Validações, testes, reconciliações, documentação e trilhas de auditoria.
Monitoramento contínuo
Acompanhamento da qualidade, identificação de irregularidades e ações corretivas.
As 12 dimensões para uma informação de qualidade
Acessibilidade
Informações disponíveis nas condições adequadas.
Acurácia
Dados que refletem a realidade com precisão.
Adaptabilidade
Capacidade de atender diferentes demandas e cenários.
Clareza
Informações apresentadas de forma compreensível.
Comparabilidade
Possibilidade de comparar informações entre períodos e contextos.
Completude
Atendimento integral aos aspectos requeridos.
Confiabilidade
Redução de desvios relevantes entre dados revisados e iniciais.
Consistência
Ausência de contradições entre fontes e métodos.
Integridade
Garantia de autenticidade e proteção contra alterações indevidas.
Rastreabilidade
Capacidade de acompanhar o dado desde sua origem até o usuário final.
Relevância
Informação útil para a tomada de decisão.
Tempestividade
Informação disponível no prazo e no momento adequado.
O desafio não é apenas ter dados corretos. É conseguir provar a qualidade.
Em ambientes financeiros, uma mesma informação pode passar por diferentes sistemas, áreas, regras de negócio e processos antes de chegar ao reporte regulatório.
Quando esses caminhos não estão devidamente estruturados, surgem desafios como:
31 de dezembro de 2026
Em vigor desde janeiro de 2026, a resolução dá prazo até 31 de dezembro de 2026 para a adequação — o desafio é transformar a exigência em uma estrutura contínua, não só para bater a data.
Hoje
Situação atual da instituição.
Diagnóstico
Avaliação do cenário, dos processos e dos controles.
Roadmap
Plano de adequação priorizado por risco e esforço.
Implementação
Execução das mudanças de governança, dados e tecnologia.
Evidências
Registros e trilhas que comprovam os controles realizados.
Adequação
Conformidade contínua com a norma.
Nossa jornada de adequação
Uma abordagem estruturada, com foco na sua realidade e no seu cenário regulatório.
Diagnosticar
Avaliação da maturidade, processos, dados críticos e principais gaps.
Governar
Políticas, responsabilidades, papéis, processos e indicadores.
Estruturar
Arquitetura de dados, catálogo, metadados, qualidade e rastreabilidade.
Evidenciar
Automação de controles, testes, monitoramento e geração de evidências.
Sustentar
Acompanhamento contínuo, auditoria e evolução.
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